Eu estava ali, sentado no escuro, mais uma vez remoendo as minhas magoas. Não sei porque, mas não caiam mais lagrimas, faz tempo que não caem. Elas ensaiam uma queda, um tombo muito sério. Mas não caem, se recusam. Talvez homem não chore mesmo, e talvez agora não seja mais tão menino.
Nisso tudo, eu invoco Deus, minha dor, minha angustia, minha perca, meu pesar. Será que Deus me ouviu, será que ele vem me consolar? Será que ele vem fazer tudo dar certo? Isso me corroe, me faz pensar...
Falta fé, falta força, falta tudo. Isso ocorre porque em mim ainda vive um fraco, um espirito moribundo, que desiste na primeira barreira que encontra. É dificil admitir sua fraqueza, e admiti-la não te faz forte como pregam por aí.
Mas é verdade, me tiraram tudo, ou me tiraram tudo que me importa. E nas minhas dubias palavras não há conforto, e nas minhas desesperadas orações só há pesar. E assim me torno, denovo, alguém com o espirito pobre e amargo. Meu sorriso ainda está lá, facil. Pode ir olhar.
Mas minh`alma doi, se retorce e me faz querer...Piedade. Só piedade por toda essa fraqueza.
E talvez alguma força... Já que as minhas se foram faz tempo.
Dificil é pensar que é só o começo de agosto.