Hoje me veio uma idéia na cabeça. Talvez o objetivo real da vida não seja o amor em si, mas sim ter a quem amar e ser amado em troca. Pare para pensar por um instante nas coisas mais importantes da vida. Familia? Amigos? Romances?
Todas essa relações são baseadas nisso, no amor. Mas me parece que, em geral as pessoas parecem confundir do que se trata o amor. Não, caro leitor, não se trata daquele sentimento mágico que torna tudo perfeito, isso é paixão, dura pouco. O amor, talvez, esteja mais pra persistencia. Eu sempre digo, amar e ser amado implica em machucar e ser machucado. Não tem pra onde fugir.
Tome como exemplo sua relação com seus pais. Nem tudo são flores certo? Há brigas, depois há perdão, depois há felicidade, sorrisos, carinho. Há amor. Todos nós brigamos, desdenhamos, nos irritamos entre outros com nossos pais em alguns momentos. Alguém não ama eles? As unicas pessoas que me falaram isso foram as que desistiram de ama-los. Entende? Faltou persistencia.
Assim penso também do “amor romantico”. Sempre vai haver um tempo em que tudo são flores, e tudo é perfeito, e a paixão vai ser viva, ardente. Mas vai passar. E depois que o encanto se quebra e você se depara com alguém cheio de defeitos, medos, anseios? Você vai fugir? Viver de paixão em paixão? Existem algumas alternativas, nenhuma que considere muito saudavel. Caso você, leitor, considere que ama alguém em sua vida, persista. Essa é a essencia de todo o ato de amar, a persistencia. Mas só enquanto houver vontade. Se um dia a vontade de estar com essa pessoa, de falar com essa pessoa se esvair, então continuar é só se prender a algo inutil.
Logo, acredito que o “amor da sua vida” é aquela pessoa que enxerga suas falhas, mas nunca cansa de perdoa-las. Então, caso você, amor da minha vida, esteja lendo. Saiba, que sou cheio (mesmo) de falhas, mas se você não fugir, se você me amar e se deixar ser amada, vou te fazer a mulher mais feliz do mundo. Pode acreditar.